quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sendo herói nas tragédias


Li uma reportagem ontem na Folha em que a cantora Adele mencionava que estava cansada de ser uma bruxa amargurada e que nunca mais faria um disco sobre o fim de um relacionamento.  


Gosto da maturidade da cantora após o sofrimento, principalmente saindo da posição de passado.  Mas, também, admiro o seu posicionamento de saída à francesa. É como ejetar o encontro acidental no meio do convite em outdoor para o dia dos namorados em que  passou sozinha.

Não discuto que o fim do amor só arrebente, mas pressinto que a dor é importante para a conquista de si próprio. Posso ser anacrônica, mas entendo a postura do recuo como necessária para transformar os demônios em Monstros S.A.

Penso também no fim do ciclo e quem sabe o dela precisava se cumprir. Afinal, "Don't You Remember" traduz a certeza do que viria: “...Eu sei que eu tenho um coração inconstante e uma amargura...e um olho errante e um peso em minha cabeça...”

Acredito que, às vezes, é melhor perder o globo de ouro do presente para auferir os Grammys do futuro. Talvez, Adele tenha engordado, perdido a voz ou quem sabe a calçada da razão e da fama por sofrer lentamente, mas sua história tem vida e, é desnecessário entender esse vazio intransponível. 

Negar a dor é conceder cheque pré-datado para o manicômio quando já é personalidade pública. Não existe curso preparatório para não evitar o encarceramento, pois mesmo que se decorem todos os mantras do Osho, ainda existirá a possibilidade de sintonia diferente. 

Nem sempre existirá respirador mecânico para a dor, mas quem sabe iludir a perda passando uma rota errada já  deixa a despedida como indispensável para saída do casulo da borboleta. 

As pessoas  não reagem de forma semelhante à dor. Não acredito em quem passa ileso, pois acredito que independente de qualquer papel, a dor é submissa, seja da vítima ou o do algoz. 

Pode ser que repudiar a tragédia quando não se enxerga o espaço para assinalar a segunda opção, signifique um recuo emergencial. Mas quem sabe, ainda, pode ser  melhor aceitar o que a dor permitirá no futuro para que a tragédia possa ser heróica.

Como sou frucal, não me permito a aceitar a sugestão de pensar que na dor está tudo bem ou que estou animada como a torcida do Flamengo. Esgoto a dor, transfiro a dependência emocional e aguardo o próximo ônibus. Já fiz parceria com o tempo antes de ele avisar que vai curar a ferida.

Adiar a estréia é necessário para conseguir se sair ileso da cama.  Não se antecipa a melodia incerta que é a superação.

A semana passada uma amiga me falou que na dor, basta passar mertiolate que passa, pode até passar, mas a interrogação é lacônica e indiferente as promessas. Aliás, é o fracasso do que se prometeu quando faltou ao começo do semestre.  E aí lembrei que a superação da tragédia fica como queloide, cresce e mesmo inofensiva, marca de forma pior do que a cicatriz original. Como diz aquele poema do Caio Fernando Abreu, "cicatriz não se forma em um morto".

Gosto de pensar no mais perfeito exemplo do sonho americano no filme “Um Sonho Possível” como força motriz de um processo de superação insana com Sandra Bullock que, aliás, ganhou o Oscar e acrescentou a este as traições de seu ex-marido Jesse James e um troféu framboesa de ouro como pior atriz do ano. 

Logo, a vida nem sempre é justa, nem na última chance. Falta previsibilidade para história inacabada. Nem sempre o ganhar é o ganho permanente. É preciso, ainda, estar disposto a aceitar o que vai se perder para quem sabe, ter a longo prazo ou pelo menos permanecer na trilha.

Quem sou eu para discutir a força que tem a dor em uma tragédia? Penso no fio que foi dado a Teseu para voltar do labirinto após matar o Minotauro, pois mesmo em intensa dor o herói jamais parou, mesmo quando a vitória parecia um engano. O amor que inspirou a Ariadne talvez seja a plenitude e a felicidade do que não estava a seu dispor.

Tento extrair lições das tragédias.  Não só para ser desafiada, mas refletida. Falar de sofrimento é um tanto depressivo, já percebi como as pessoas desconfiam de quem  revela as suas dores. Sofrer nunca esteve na moda, nunca condicionou um posto de popular no ginásio, mas é parte real da vida. Para Jó na Bíblia, o sofrimento foi o anúncio dos milagres que iriam para chegar. O livro de Jó talvez seja a resposta da dúvida e de quem necessita chegar até o fim.

Não conheço dor de coração partido que não permita grandes transformações. Lembro que a própria ciência já conseguiu comprovar que ter o coração partido é mais que doloroso que a própria destruição de Sodoma e Gomorra. 

Shakespeare em Romeu e Julieta, já dizia: “Eis aí o amor que eu sinto e que me causa apenas dor”. Gosto de pensar que as maiores tragédias de Shakespeare representam o ápice de sua arte.

A dor do amor revelado não precisaria ser provada como dor social tão intensa como uma dor física ou mesmo forma de proteção e preservação da espécie. Basta apenas  entende - lá como prenúncio da tempestade e  rascunho do arco-íris. Quem já foi herói da sua própria tragédia pode avaliar o seu comportamento diante da dor.

É sempre nas catástrofes que se revela a força de superação. Não discuto o mérito das grandes provações, mas só sobrevive quando se entende os dias sombrios como momento de aprendizado. Cada provação carrega consigo uma resposta e, também, uma esperança para os problemas que não são voluntários, convidados ou educados na entrada.

Dor intermitente é a pior que pode ser sentida, dor sem medida e sem parada para o segundo tempo. Quem vive a dor crônica não dá vexame na UTI, mas se conduz a esclerose múltipla (EM) ou esclerose disseminada. E assim, prefiro e vivo a dor do acidente dramática ou insidiosa.

Dedico esse post a querida  amiga Ana Cecilia Romeu (Cissinha) que essa semana me lembrou que "se for roseira,  florescerá".

34 comentários:

  1. Olá! Boa noite!
    Eu não nego a dor!Prefiro a dor instantânea.De um amor perdido, de um ente, da pancada no futebol...
    Aquela que sangra, estanca e dentro de seu prazo, acaba!Nada de herói ou covarde, apenas Um que sentiu a dor!
    Obrigado pelo carinho de sempre!
    Vamos que vamos!
    Bom trabalho!
    Boa quinta!
    Beijos carinhosos! ((sou seu fã))

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  2. Olá Lú Santinha tudo bem aí?

    Menina, realmente tem gente que ama passar por dores e problemas e acham que com isso estão crescendo espiritualmente e pessoalmente ficando mais maduras... Eu não gosto de sofrer, prefiro crescer observando a vida e me desviando dos problemas, hahahahahaha.
    Tudo bem que superar uma dor ou uma perda acaba sendo uma vitória e isso faz bem pro ego, mas quanto melhor e mais divertida for a vida pra mim é melhor!
    Mais uma bela postagem essa sua viu!

    Eu acho que o ditado certo da roseira é: "Se for roseira, florescerá!", pelo menos eu conheço assim, hahahahahahahahaha.

    Um beijão a todos aí na sua casa e tenham um restinho de semana abençoada!

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    1. Oi amigo,

      Tudo bem demais, apesar do post. risossss. Ah, já mudei lá antes que a Cissinha leia. risos
      Beijos.

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  3. Luluzinha!
    Nossa, amiga! Obrigada pela dedicatória, sei que não mereço... ainda rsrs
    Mas obrigada mesmo!
    Nem sei bem o que dizer quanto a isso..., enfim.

    Quanto ao belíssimo texto, me encanto como você escreve, isso desde o primeiro post que vim aqui, e isso não faz muito tempo, acho que você é uma grande revelação aqui da blogosfera!

    Quanto a dor, creio na dor, creio no "momento dor", mas se ele for alimentado por um sentimento de "conversão", um converter-se amplo, em si mesmo (buscando as nossas próprias raízes) e um converter a dor/sofrimento em aprendizagem, em prática e lucidez, a famosa dar a "volta por cima". Pois até mesmo a dor tem lá seus motivos de existir, e creio que o motivo principal é a conversão, ou seja, a dor como sintoma de mudança, de um novo resultado, uma nova busca...
    nossa... teu texto me fez viajar, muito bom mesmo!

    Luluzinha, fique com Deus, beijão e obrigada por tudo mesmo!

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  4. Olá bom dia vim conhecer seu Blog
    achei bem interessante,e gostei do post
    Falar sobre a dor,não é bom,mas a gente
    de alguma maneira tem,seja la como for
    desejo um dia alegre pra vc,abraços com
    carinho Rita

    Será bem vinda ao meu Blog
    http://cantinhovirtualdarita.blogspot.com/

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  5. Eu gosto de tudo que é real, quando vira arte. Acho que falta isso nos dias de hoje, andamos muito técnicos, pensando em $$$$ vender apenas o que é comercial e esquecemos de colocar sentimento, o real e não o fingido.

    Então mesmo algo tão clichê, como final de relacionamento, quando o sentimento é real, é muito válido.

    Concordo que não é apenas colocar mertiolate, pois a dor passa na hora, mas a cicatriz fica e dependendo pode ser reaberta.

    Não sabemos quando a dor virá, o certo é que nunca estamos preparado para ela.

    Beijão

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    Site Oficial: JimCarbonera.com
    Rascunhos: PalavraVadia.blogspot.com

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  6. apesar de não gosta muito da Adele e nem de acompanhar sua carreira, acho que as pessoas se identificaram com ela por causa mesmo da situação que ela viviu do fim do relacionamento afinal quase todo mundo passa por isso um dia,corações partidos tem a todo momento por ai, mas também acho que se ela passar a escrever agora suas alegrias meio que a deixaram de mão e logo será esquecido.

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  7. Que lindo Lu!
    Esse texto roubou todas as palavras que eu poderia usar nesse comentário! rs
    Me identifiquei muito, você não faz ideia.
    Beijoos
    Sah

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  8. Luciana,
    Penso exatamente assim desse sofrer. Precisamos de pausas dos sofrimentos, mas nunca negá-lo, pois o sofrer não depende de nós, mas tomar atitudes e seguir em frente, isso sim é atitude. Se cair lá na frente? Levante de novo, sacode a poeira e dá a volta por cima, já dizia um refrão de uma música. A dor precisa de tempo para ser curada, e a cicatriz é necessária para lembrar que um dia sofreu, mas passou.
    E no caso da Adele, ela ganhou tanta notoriedade cantando suas agruras. Todavia cabe a ela cantar ou nao a dor, o que faz tão bem...
    Beijokas doces

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  9. Cada qual sabe de sí e vive da forma que melhor lhe convém, falar...falar...palavras lindas...textos bem feitos...sabedoria.


    A vida é a vida sem floreios.

    Abraço

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  10. Acho que sempre aprendi com as grandes dores . Saber que no futuro terei aprendido algo é o que me motiva a ter paciência e esperar o sofrimento passar. Para mim, o sofrimento é necessário para qualquer individuo, afinal, Deus não permitiria tudo isso sem um bom motivo!
    Abraço, Lu.

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  11. Oi Luciana, como sempre vc consegue atingir a alma. Lágrimas escorreram enquanto eu lia seu texto, como vc consegue ser tão intensa e tão simples ao mesmo tempo? Eu sei o que é sofrer, sofri muito o ano passado por conta do transtorno que já te falei que possuo e aprendi a conviver com ele. Como dizem "o que não nos mata nos fortalece". Um beijão. Sua chará.

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  12. Essa transformação da dor, em algo produtivo, seria mesmo tão negativa ? penso que tanto Adele, como tantos outros na história da humanidade se aproveitaram de seus sentimentos para criar as belas obras que hoje admiramos. Talvez tenha razão em apontar, para aqueles que a usam de muleta, mas acredito que exista substituição. Afinal as pessoas,as vezes amam o que se tem para aquele dia.


    Adoro teus textos...perdoa se não venho com a frequencia que você merece, mas faculdade, agencia,estagio, namoro e outras coisas andam minando meu tempo.

    Um beijo e fica com Deus
    OBS: A Cissinha é demais né !

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  13. Quando estamos sofrendo, ser "herói" se torna ainda mais dificil. Forças para superar, então? O que não adianta é fingir que nada nunca aconteceu.
    Seus textos são sempre incríveis. Falam tanta coisa, e ainda assim, não fica cansativo.

    Beijo.

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  14. Eu acredito que o sofrimento nos faz crescer muito... precisamos aprender com tudo em nossa vida e a dor não deve ser jogada fora, sem tirarmos nada dela. "Tipo assim", já que vc veio, agora me diga porque veio. rsrsrs Mas, tem horas que devemos dar um basta, pois ficar remoendo sofrimento não dá, né Lu!? A dona Adele conseguiu muitos fãs com suas músicas melancólicas, cheias de dor. Eu estou entre esses fãs...r srsrs...

    Grande beijo...

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  15. Olá, querida Luciana!

    Mas quem nunca sofreu nesta vida por amor, ou melhor dizendo, por desilusões no amor - porque o amor nunca nos faz sofrer. Ora, sofrimento, fracasso, amarguras...tudo faz parte da vida. E o que seria da vida sem a oportunidade do aprendizado, do amadurecimento? Hoje vejo cada vez mais pessoas buscando por uma certa "felicidade" sem tais elementos: a frustração deve ser eliminada.

    Com isso o lado emocional fica em desequilíbrio e teremos cada vez mais pessoas que não querem aceitar a dor e a frustração - e mais Eloás e Lindembergs por aí.

    Às vezes tudo o que precisamos é de serenidade - e coragem para aceitá-la. Porque pode ser muito duro:

    "Uma vez amei, julguei que me amariam,
    Mas não fui amado.
    Não fui amado pela única grande razão -
    Porque não tinha que ser".

    Fernando Pessoa através de Alberto Caieiro. Duro, seco...mas verdadeiro. Se eu tivesse talento para escrever eu adoraria complementar estes versos como alguma ideia como um dia o poeta ter encontrado alguém que o amasse e pela única grande razão: porque não foi daquela vez, mas sempre há alguém a nos querer - e assim, quem sabe, aliviar o sofrimento... ou ter um ombro para apoiar nas tragédias.

    Beijos pra você e tenha um excelente carnaval! :)

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  16. Tbm tento extrair lições de momentos ruins. Às vezes, é sentindo dor q vemos outras alternativas... Dias sombrios todos têm, a diferença está em como cada um enfrenta, ne? rs
    “Cada provação carrega consigo uma resposta e, também, uma esperança para os problemas(...)” :D

    Beeijos e obg por smp visitar o "Primeiros Esboços Ruins", :D

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  17. EU acho que quem já amou realmente alguma vez na vida, já sentiu a dor de amar. O amor dói, infelizmente. Quem ama não quer só momentos bons, quem ama suporta os piores momentos. E é assim na vida, se queremos amor, devemos aprender a conviver com a dor.

    Beijos

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  18. Eu vou me permitir repetir as palavras do seu seguidor André:

    "realmente tem gente que ama passar por dores e problemas e acham que com isso estão crescendo espiritualmente e pessoalmente ficando mais maduras... Eu não gosto de sofrer, prefiro crescer observando a vida e me desviando dos problemas".

    Eu não sou a favor do que chamo de Síndrome do Coitadinho e há muitos que fazem uso destas dores para manipular a outros. Não vejo heroísmo no sofrimento, na superação sim, contanto, acredito que o melhor mesmo é, se pudermos, evitá-lo. Mas estes são casos raros, como falou o Jim, nunca estamos preparados para ela. Esta é a verdade. A não ser que se tenha uma veia masoquista.
    Todos passamos por dores, isto é um fato, porém, alguns as tem crônicas, por opção ou não, e não deve ser fácil conviver com elas.

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  19. A melhor maneira de encararmos as dores dessa vida é admitirmos ela. Porém, admitir não significa aceitar, como se fosse uma grande prova de crescimento espiritual ou o que seja. Mas sair dela é um crescimento no aprendizado de vida e por consequência espiritual. Um beijo no seu coração.

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  20. Olá Luciana!

    Mais uma vez escreveste um texto excelente!

    Só tenho a ressalvar que toda dor é sofrível e por essa simples razão necessária para nos fazer crescer.

    Beijos a até mais...

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  21. Oi Lu,

    Muito bom seu texto!
    Crescendo ou não a dor é inevitável, o tempo que se passa com ela é que depende de cada um!

    beijos Lu
    ótima semana

    Leila Rodrigues

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  22. Olha eu aqui de novo... só pra saber como foi seu feriado! ;)

    bjks

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  23. Acredito que o sofrimento é inerente àqueles que já amaram, e sou a favor de não julgá-lo como algo totalmente maléfico, pois acaba tornando-se uma forma de crescimento. O importante é saber identificar quando é hora de virar a página e seguir em frente.

    Ótimo texto Lu, obg pela visita no dêvaneios.
    Te seguindo /// dedevaneios.blogspot.com

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  24. Na minha opinião, sofrimentos são necessários para o nosso crescimento. É impossível viver uma vida totalmente livre de situações desagradáveis, mas devemos saber sempre como superá-las.
    Talvez eu seja otimista demais...mas enfim, rsrs.
    Os seus textos são sempre ótimos!
    Beijos

    http://giselecarmona.blogspot.com/
    @giselecarmona

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  25. Vim retribuir a visita e gostei e também acho que nada pode ser mascarado. Se estamos "doendo" ,pelo menos eu, até nos escritos, algo aparece. É o coração que fala e pede... beijos,tudo de bom,chica

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  26. Oi Luciana!
    Muito bom o texto, bem embasado e com bons argumentos. Sempre teremos dor e sofrimento na vida, só precisamos a aprender a lidar com eles e tirar alguma lição disso.

    Bjuss

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  27. Cheguei aqui , li seu texto, gostei demais.
    Difícil lidar com o fim. Acho difícil romper ciclos. Coisas boas precisavam ser eternas. Não são. Fazer o que. Conviver com isso.


    Bjos Luzia

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  28. gosto muito da ADELE E DE SUA MÚSICAS...TALENTOSA DEMAIS...AS LETRAS SÃO INCRÍVEIS E PROFUNDAS PARA UMA MENINA NOVA....
    ADOREI O ARTIGO QUERIDA...ESTOU DE BLOG NOVO...

    BRUNO

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  29. Olá!Boa noite!
    Acho que cheguei "cedo" para o "post novo", e "tarde", para dizer que estava com saudades da amiga!Tudo bem?Vi algumas fotos, no Face! Esbaldou, hein?Espero que tenha descansado e divertido bastante!
    Eu dormi "adoidado" e adiantei postagens para "mais de metro"!
    Quase zerado!
    Boa sexta!
    Resto de noite de quinta!
    Beijos carinhosos!

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  30. Olá Luciana!
    Otimo texto!
    Sim de fato essas dores emocionais de experiências da vida são algo que todos nós passamos em maior ou menos intensidade.
    Ah valeu por ter curtido os cosplays da Pequena Sereia! Já deu uma olhada nas outras sessões do blog? Crei oque encontrará muitos cosplays fenomenais.
    bjs

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  31. Luciana querida!
    Você escreve lindamente...Amo teu blog.Quando tenho tempo venho aqui e fico cada vez mais tua fã.
    Bjs!!!

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  32. Wooowww..., this is cool blog..., very nice, i like it

    if u have time visit n follow my blog
    herry-tan.blogspot.com.. thanks

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